Assine e receba nossas notícias em primeira mão!

Os desafios para elevar o patamar da produtividade da cana-de-açúcar

José Eugênio Sobrinho, Diretor Presidente da Agroterenas, conta a sua visão sobre a produção da cana-de-açúcar no país



"A gente precisa manter a serenidade para, na essência, saber o caminho a seguir". É dessa forma que José Eugênio Sobrinho, engenheiro agrônomo e Diretor Presidente do Grupo Agroterenas, posiciona-se sobre o atual cenário da cana-de-açúcar no país.

Com unidades em Paraguaçu Paulista (SP), Deodápolis (MS) e Santa Cruz do Rio Pardo (SP), a Agroterenas gera mais de 4,5 mil empregos diretos na produção de cana-de-açúcar e de laranja. A cana, no entanto, concentra de 70 a 80% das operações da empresa.

Agricultor desde criança e membro de uma família com tradição no campo, especialmente na cana-de-açúcar, Sobrinho está à frente de uma empresa com alto nível de profissionalização e atualizada nas melhores práticas de gestão organizacional.

Nos últimos 5 anos, segundo José Eugênio, a Agroterenas cresceu entre 10 a 20% em seu volume físico e faturamento. O desenvolvimento, fruto de um planejamento estratégico voltado ao mercado da cana, propicia agora um momento de foco na qualidade e na produtividade.

Mesmo com um perfil sólido e robusto, a Agroterenas lida comum mercado repleto de desafios.

Nesse sentido, Sobrinho pontua: "estamos num momento de crise".

Um dos grandes motivos dessa crise é a competitividade com o comércio internacional. Em alguns países ao redor do mundo, a produção ganha até 100% de subsídios - no Brasil, não há incentivos nesse sentido. Dessa forma, a produção no exterior é massiva."Ou seja, há um superávit muito grande de açúcar no mundo", ressalta.


A cana-de-açúcar concentra de 70 a 80% das operações da Agroterenas.

Além deste contexto de competição desigual, há ainda problemas com a precificação do açúcar e com o seu consumo em todo o mundo, sobretudo no Brasil. Atualmente, conta José Eugênio Sobrinho, o açúcar é visto como um grande vilão da alimentação, ainda que possa ser consumido em doses recomendadas pela própria OMS - Organização Mundial de Saúde (aceitável em até 10% das calorias diárias do indivíduo).

Sobre o álcool da cana, o engenheiro agrônomo lembra que esta opção energética gera atividade econômica para o país e, por isso, deve ser incentivada. "O Brasil deve prezar por essa tecnologia que será muito competitiva no futuro".

No dia a dia do campo, José Eugênio afirma que é preciso "pensar num pacote completo para elevar o patamar da produtividade". No caso dos nematoides, por exemplo, defende a busca constante por novas e mais eficazes formas de lidar com a praga da cana.

Nesse sentido, afirma que o mercado da cana é um "desafio muito grande", uma vez que, somado aos pontos supracitados, o produtor ainda precisa lidar com o ritmo acelerado das tecnologias e as mudanças rápidas do setor.

Para José Eugênio este é justamente o seu legado enquanto produtor de cana-de-açúcar: "neste setor de desafios, meu legado é estar 'no jogo' com energia." 


Gilberto Pascon Sobrinho, colaborador há 35 anos da Agroterenas, apresenta a unidade da empresa em Paraguaçu Paulista (SP).


Compartilhe: Facebook iconWhatsapp icon
Legado. O começo de uma rentabilidade histórica no seu canavial.
Legado. O começo de uma rentabilidade histórica no seu canavial.